sexta-feira, março 17, 2006
A Ler
quinta-feira, março 16, 2006
O Congelador Municipal
E se a responsabilidade do gasto é do PS, a demora no apuramento da verdade é da coligação PSD/CDS/PEM. Entretanto, lá se vai vivendo entre reuniões descentralizadas pelas freguesias, o que é de saudar e a indecisão sobre o que fazer, o que já não é tão aconselhável.
A auditoria desempenha o papel de congelador municipal. Enquanto não chegar o veredicto, nenhuma decisão de fundo é tomada, a reforma da administração municipal tão necessária patina e as grandes decisões de investimento gelam na arca.
Como já por várias vezes tivemos oportunidade de chamar a atenção, a política municipal para as empresas municipais é das áreas onde a desilusão com o actual Executivo é maior. Numa coisa, apesar de tudo, houve alguma rapidez: na definição dos ordenados dos novos administradores…
Quanto ao resto, nada se sabe. Nem por que razão os ordenados são diferentes uns dos outros, nem quais as funções e as medidas que os novos administradores vão ser responsáveis por executar. A falta de objectivo claro, a indefinição sobre o futuro, a falta de dinamismo na respectiva administração, são as marcas da gestão das empresas municipais desde que o rotativismo partidário ditou a sua lei democrática.
Na Assembleia Municipal desta semana a Câmara não conseguiu, não quis, não pôde ou não soube nem dizer o que vão fazer as novas administrações. O que legitima as maiores dúvidas sobre a utilidade das mudanças, a não ser o sacrossanto movimento de clientelas próprio da partidocracia em que vivemos.
O exemplo mais gritante é o da EMA onde nada se faz para rentabilizar o espaço, o equipamento e o investimento. O entusiasmo à volta do provável e desejável regresso do Beira-Mar à Superliga não tem, infelizmente o condão de fazer desaparecer os problemas financeiros.
Sabemos bem que há um tempo para debater e outro para decidir. O problema é que praticamente seis meses depois das eleições está tudo por fazer, até a auditoria. Perdão. Tudo, não. As nomeações estão feitas (nem a Polícia Municipal escapou…) e os ordenados atribuídos.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)
Festinha
quarta-feira, março 15, 2006
Pontes E Vírgulas
A Câmara de Aveiro vai lançar na próxima terça-feira o primeiro número da revista municipal de cultura "Pontes & Vírgulas" que sairá regularmente em cada nova estação do ano. Com uma edição de 10 mil exemplares, a publicação, que tem coordenação editorial de Virgílio Nogueira, será distribuida através do jornal Diário de Aveiro . O primeiro número conta com as colaborações, entre outros, de Gaspar Albino, Ivar Corceiro, Nuno Quintaneiro, João Oliveira, Paulo Trincão e Zé Lú. O custo da "Pontes & Vírgulas", cerca de 5 mil euros por edição, é suportado por um conjunto de mecenas. É justo que se saiba quem são: Ourivesaria Vieira, Gestluz Consultores, FonteAzul Empreendimentos Imobiliários, ASH Construções e IdActos Arquitectura.
sábado, março 11, 2006
Assim Vai O Referendo
sexta-feira, março 10, 2006
Contradições
Esta situação prejudica a dinâmica municipal, atrasa e dificulta as decisões e, como tudo o que é excessivamente complicado, gera muitas vezes suspeitas de favorecimentos, manipulações e outras coisas menos recomendáveis.
A estratégia municipal está hoje dependente de uma via sacra da administração central e de múltiplas e variadas pseudo-coordenações que não só não geram eficácia nem tão pouco asseguram uma adequada fiscalização das decisões, porque acaba por sucumbir no emaranhado de fissuras que a multiplicação de decisores sempre acaba por consentir.
A administração autárquica, como a administração estadual quer-se transparente, lesta, eficaz e produtiva. Quando um PDM demora já lá vão oito anos a ser revisto é preciso ter a coragem de pôr em causa tudo. Tudo mesmo. Até porque os eleitos têm de poder ser responsabilizados eleitoralmente pelo que fazem e pelo que não fazem e esta situação é um álibi perfeito para justificar a inacção.
Resolver isto passa por um novo conceito de administração, pela descentralização e pela reorganização administrativa do Estado. Todo um programa.
O problema é que para reivindicar este programa não se pode ter telhados de vidro. E a Câmara de Aveiro começa precocemente a tê-los.
Fazer uma auditoria às contas municipais parece em Aveiro um trabalho de Hércules. Primeiro, a Câmara engonhou e disse que só se fosse a Assembleia Municipal a pedir. Reúne, não reúne, e teve de ser a suposta vítima da auditoria, o PS, a tomar a iniciativa de pedir a famosa auditoria.
Lá se pediu. Prepara, não prepara, sai, não sai, não saiu. Foi preciso Raul Martins fazer umas perguntinhas ligeiras na Assembleia Municipal para se saber que houve engano e voltou tudo à estaca zero.
Em Santarém, onde Moita Flores encontrou situação parecida à de Aveiro, já se fez a auditoria e já se estão a estudar medidas para resolver os problemas. As tais medidas estruturantes que Élio Maia suspeita e suspeita bem, que se terão de tomar em Aveiro. Não se sabe é quando…
quinta-feira, março 09, 2006
segunda-feira, março 06, 2006
domingo, março 05, 2006
Crime Ambiental Em Cedrim do Vouga
Os frangos encontravam-se no local, junto à estrada nacional 16, há mais de uma semana e foi o cheiro intenso, derivado do estado de decomposição, que chamou a atenção dos populares. São frequentes os despejos clandestinos nas margens do rio Vouga, no entanto, segundo o presidente da Junta de Cedrim, nunca tinha acontecido um com tão grande dimensão.
sábado, março 04, 2006
Memória (1)
sexta-feira, março 03, 2006
Dúvida Diplomática
Multimedia
quinta-feira, março 02, 2006
Desilusão
Está certo que há dívidas para pagar. Que há uma casa para arrumar. Mas que diabo, Aveiro não é uma cidade nem um concelho qualquer. Quem ouve ou lê Élio Maia fica com a errada sensação que Aveiro não tem problemas.
Mas a verdade é que eles não faltam. Desemprego, insegurança, política da Ria, grandes projectos de desenvolvimento. Sobre isto, nada. A sensação que fica é que o actual executivo não tem visão, estratégia nem ambição. A Câmara de Aveiro não pode limitar-se a ser uma mercearia com contabilidade organizada.
Aproximar o poder municipal dos cidadãos é excelente. Sugiro até um lema para uma possível campanha de marketing: “A Câmara Municipal porta-a-porta”. Pagar a quem se deve é ético. Sugiro outro lema: “A Câmara deve-lhe alguma coisa? Venha fazer um acordo!”. Mas saber o que se quer é decisivo. E pelos vistos é isso que falta a Élio Maia. Ou então não o deixam…
O resto, nestes primeiros cem dias, é mais passivo. Passivo de clientelas locais nas empresas municipais, mais precisamente o dobro. Passivo de recuo na ideia eleitoralmente cheirosa de extinguir as ditas, agora diz-se repensar. Passivo na conflitualidade interna da coligação que nem a bonomia do Presidente consegue disfarçar, agora dir-se-á “tensão criativa”. Seria muito bom que a Câmara começasse a governar e a resolver problemas. É de longe preferível debater decisões do que vazios.
Numa coisa Élio Maia tem razão: conceber a Câmara mais como dinamizador de investimento do que como investidor directo. Gastar contínua e indefinidamente já a gestão socialista provou não é solução e apenas serve para comprometer as gerações do futuro. Infelizmente em Portugal é necessário bater no fundo para se perceber que viver a crédito é viver a prazo certo.
Noutra coisa tem o meu incondicional apoio: instalar o Tribunal Administrativo e Fiscal em Aveiro.
No mais, Presidente, precisa-se.
quarta-feira, março 01, 2006
Dúvida Democrática
Dia Internacional Da Protecção Civil
(...)
Uma das principais preocupações da Nova Democracia tem sido a prevenção sísmica. Sabemos que Portugal e em particular a sua orla costeira é uma zona de elevado risco, que já infelizes exemplos teve no passado.
Já solicitámos esclarecimentos a várias instituições e sugerimos, designadamente, à Assembleia da República a realização de uma audição parlamentar sobre este assunto, onde todos os responsáveis fossem debater este problema e fazer o balanço do que é necessário fazer antes e não depois de acontecer alguma coisa. Certamente ocupados com assuntos mais importantes, todos fizeram ouvidos de mercador.
Comemoram-se este ano os 250 anos do terramoto de 1755, que como se sabe foi seguido de um violento maremoto, à semelhança do que ocorreu recentemente na martirizada zona do sudeste asiático e há um ano em Bam. É uma boa oportunidade para reflectirmos sobre este assunto e modernizarmos o nosso sistema de prevenção deste tipo de catástrofes.
A sensação que se tem é que o país não cuida como deve da prevenção. E se os sismos não se evitam, já é possível evitar que algumas das suas mais dramáticas consequências adquiram proporções trágicas.
Ora, as autarquias locais, sobretudo as Câmaras Municipais têm um papel decisivo na prevenção dos sismos, ao nível da construção e ao nível da protecção civil. Assim, solicito a V. Exa., em nome dos candidatos do Partido da Nova Democracia pelo círculo eleitoral de Aveiro, que nos preste os seguintes esclarecimentos:
1º A Câmara Municipal de Aveiro tem em conta o respeito pelas regras de construção anti-sísmica em vigor quando analisa projectos e atribui licenças de construção no concelho?
2º A Câmara Municipal de Aveiro fiscaliza no terreno o respeito por essas regras durante e após a construção dos edifícios?
3º Já se registaram casos de violação das normas? Qual foi a reacção da Câmara?
4º Em caso afirmativo quantos processos existem relativos a infracções desta natureza?
5º Que sistemas de protecção civil existem para acorrer a maremotos que possam afectar o litoral do distrito em consequência de sismos com epicentro no mar?
Certos de que V. Exa. não deixará de prestar os esclarecimentos solicitados e de que reconhece a importância deste problema, aguardamos com expectativa a V. resposta.
