sexta-feira, outubro 13, 2006
O Dr. Pinho
Um Ano Triste
Mas a democracia prega partidas de vez em quando. Este devia ter sido o ano do estado de graça. Mas foi apenas o ano da dança do milhão. A política municipal tem-se resumido a mais milhão menos milhão, como se essa precisão fizesse alguma diferença. A dívida e o passivo municipais são asfixiantes e um ano depois das eleições ainda ninguém sabe quanto é ao certo. Qualquer dia será necessário fazer um pacto de regime municipal para se assentar no valor exacto dessa dívida e desse passivo, para então começar a governar.
Politicamente falando, falta em Aveiro um discurso do estado do município em que o líder do município apresente o seu projecto para o futuro. Porque a verdade é que se a situação era negra à partida, hoje ainda o é mais. Não se vê horizonte, só dívidas. Não se percebe uma estratégia, apenas o imobilismo de quem não estando à espera de ter de governar se tem revelado incapaz de reagir à situação e dar a volta por cima.
A coligação anda às turras, no meio de episódios dignos de filme de série C, e já soma emails clandestinos, demissões, críticas e desavenças intestinas, que mostram bem a natureza política do arranjo que foi feito para fazer a vida negra ao PS, caso este, como todos esperavam, ganhasse as eleições. Com um factor de complicação adicional: a coligação inicial adquiriu um terceiro partido que não estava previsto: o PEM. Não é segredo para ninguém que Élio Maia tem sofrido um bom pedaço com os jogos dos partidos da coligação e que já está pelos cabelos, como se diz em português vernáculo, com alguns dos seus representantes no executivo municipal.
Mais grave: parece que a dívida e o passivo actuais já foram substancialmente acrescentados este ano por despesa clientelar da responsabilidade da coligação.
A tendência dos últimos anos não foi invertida. Aveiro não está na estratégia nacional do turismo, a Ria de Aveiro tem jornadas mas não tem gestão, o concelho está descuidado, e nada, mas mesmo nada é feito, para que no futuro não se volte a passar pelos problemas do presente. Aveiro, concelho do litoral, ameaça tornar-se uma espécie de interior, sem peso económico, cultural e político. Até a Polícia Judiciária, que curiosamente é actualmente dirigida por um aveirense, parece estar de partida.
Aveiro é hoje uma cidade triste. Apesar de ter das melhores Universidades europeias, não tem sabido apanhar o comboio do desenvolvimento. É preciso mudar este estado de coisas. Mas para isso é preciso liderança e programa. Exactamente aquilo que hoje não existe. Este primeiro ano de coligação PSD/CDS/PEM foi um ano triste.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)
quinta-feira, outubro 12, 2006
Museu Está Quase
quarta-feira, outubro 11, 2006
Arte Nova Ameaçada
terça-feira, outubro 10, 2006
segunda-feira, outubro 09, 2006
domingo, outubro 08, 2006
Escandaloso
sexta-feira, outubro 06, 2006
06 De Outubro De 1957
Independencia Nacional
Não conheço nenhum país do mundo, decente, civilizado e evoluído, que não comemore a data da sua independência. Nós podemos até não comemorar a data do nosso aniversário, mas sabemos de cor o dia em que nascemos. Aposto que se perguntassem numa sondagem aos portugueses a data em que Portugal nasceu, as respostas seriam lamentáveis.
Em Portugal não é assim. Ninguém comemora a data em que passámos a ser independentes. Essa data é 5 de Outubro de 1143. Comemora-se nesse dia a implantação da República e comemora-se muito bem. Eu sou republicano, embora não me agrade a forma reumática e quase indiferente como a República é comemorada a 5 de Outubro, com discursos na Praça do Município na varanda do edifício onde ela foi proclamada, romagens ao cemitério do Alto de São João e uma coroa de flores na estátua de António José de Almeida. A República merecia mais e melhor.
Mas só há República porque há Portugal. É extraordinário que nenhum órgão de soberania ponha a independência à frente da República e a comemore. Apesar da recente sondagem do Sol nos dizer que cerca de 30% de portugueses gostariam de ser espanhóis ou que Portugal não existisse, eu, sendo convictamente republicano, sou dos prefiriria viver em Monarquia a ser espanhol.
Que bonito seria ver o Presidente da República comemorar solenemente a independência nacional, que é justamente o que lhe permite sê-lo. Que bonito seria ver o Parlamento comemorar a independência nacional, que é o que lhe permita que exista. E o Governo e as autarquias locais… e o povo em geral.
O Tratado de Zamora foi o resultado da conferência de paz entre Afonso Henriques e o rei Afonso VII de Castela e Leão, a 5 de Outubro de 1143, e constitui a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina. Vitorioso na batalha de Ourique, em 1139, Afonso Henriques beneficiou da acção desenvolvida, em favor da constituição do novo reino de Portugal pelo arcebispo de Braga, Dom João Peculiar. Este procurou conciliar os dois primeiros e fez com que eles se encontrassem em Zamora nos dias 4 e 5 de Outubro de 1143, com a presença do cardeal Guido de Vico.
A soberania portuguesa, reconhecida por Afonso VII em Zamora, só veio a ser confirmada pelo Papa Alexandre III em 1179, mas o título de Rei de Portugal, que Afonso Henriques usava desde 1140, foi confirmado em Zamora, comprometendo-se então o monarca português, ante o cardeal Guido de Vico, a considerar-se vassalo da Santa Sé, obrigando-se, por si e pelos seus descendentes, ao pagamento de um censo anual.
Em Zamora, revogou-se o anterior Tratado de Tui, de 1137. O Tratado de Tui (ou Tuy), tinha sido celebrado em 1137 entre Afonso VII de Castela e Leão e seu primo, o infante D. Afonso Henriques, como termo das hostilidades, e do qual resta uma notícia em Tui. Segundo parece, D. Afonso Henriques, sabendo que o imperador se encontrava em má posição no conflito com o rei de Navarra, aproveitou a oportunidade favorável para, de acordo com este, entrar com o seu exército na Galiza, tomando Tui, apossando-se de alguns castelos por traição de quem os defendia e causando vários estragos na região. Afonso VII recuperou Tui.
Alguns autores consideram que Afonso Henriques, no prosseguimento da política de independência do seu país, evitou qualquer acto que o levasse à sujeição do primo. Dom Afonso Henriques nunca reconheceu o primo como imperador, e este também não invocou tal facto nas relações com Portugal, mas que o rei de Leão e Castela não renunciava à sua supremacia mostra-o o protesto que dirigiu a Eugénio III por ocasião do Concílio de Reims (1148) sem falar da intransigência com que lutou até ao fim da vida pela primazia eclesiástica de Toledo.
Hoje, face à situação política europeia e mundial, faz cada vez mais sentido abandonar preconceitos ideológicos tacanhos e comemorar a independência nacional. Infelizmente, nenhum político no activo entende assim: um sinal de mediocridade e de falta de sentido da História. Para se ser respeitado, é preciso dar-mo-nos ao respeito. E um país que nem a data do seu nascimento conhece e assinala não se dá certamente ao respeito.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)
quinta-feira, outubro 05, 2006
terça-feira, outubro 03, 2006
Reflexão Do Dia
segunda-feira, outubro 02, 2006
Fado
domingo, outubro 01, 2006
A "Obra"
sábado, setembro 30, 2006
Batota É (1)
Inoveight
Lamber As Feridas
sexta-feira, setembro 29, 2006
Chegou A Hora
Nos últimos anos a sociedade portuguesa tem vivido no conforto de saber que se algo correr mal, o Estado, no último segundo, paga. Esses tempos acabaram. O Estado somos nós todos, os cidadãos, as famílias e as empresas que, bem ou mal, criam riqueza. E, no conjunto, não criamos a riqueza necessária para sustentar o nosso modo de vida.
E não criamos essa riqueza porque, apesar de trabalharmos mais horas que os outros (é o que dizem as estatísticas…), trabalhamos mal. À medida que foram aumentando as dificuldades, foram aumentando os diagnósticos. Todos fazem diagnósticos, quando o que o país precisa é de objectivos e de motivação para os alcançar. Curiosamente nos diagnósticos, a culpa é sempre dos outros e nunca dos seus autores.
Na semana passada foi a vez do Compromisso Portugal fazer mais uns quantos diagnósticos. No convento do Beato, em Lisboa, exorcizaram-se fantasmas e fizeram-se liturgias de fé. Esperava eu que o Compromisso começasse pelo princípio. E o princípio é: o que faz cada um de nós nas empresas que gerimos apara aumentar a qualidade, a produtividade e a riqueza? Mas não.
Mais uma vez o diagnóstico e as posologias apontadas foram para os outros, designadamente para o Estado. O Estado, que, repito, somos todos nós. O que é engraçado é que muitos dos responsáveis pela actual situação do Estado estão abrigados no Compromisso Portugal. Antigos ministros das Finanças, da Economia, do Trabalho. Liberais de moda e de última hora. Assistem às sessões e batem palmas. Eles, os mesmos que fizeram exactamente o contrário daquilo que hoje aplaudem. Eles, que quando puderam reduzir a monstruosa despesa pública, a aumentaram. Eles, que quando puderam reduzir o peso do Estado na economia e na sociedade, optaram por fazer exactamente o contrário.
É por isso que considero que o primeiro problema do país neste momento, mesmo sabendo que o dinheiro escasseia para pagar tudo aquilo que nos últimos anos julgámos que podíamos pagar, é de credibilidade. Dos líderes das empresas, dos líderes políticos, dos líderes das instituições. É essa falta de credibilidade que gera a indiferença cívica, este estado de desinteresse em que os portugueses e genericamente o mundo ocidental, vivem. Nada lhes importa, nada os preocupa, nada os motiva. Falta liderança.
É este estado letárgico que justifica a última das cedências. Ultimamente, parece estarmos prontos para abdicar também da liberdade, sob ameaça, sob chantagem e transidos de medo. Voltarei a este ponto.
Aveiro não foge à regra geral e um entre muitos exemplos da postura que acima critiquei. O debate público resume-se a saber se a dívida da Câmara é de milhão a mais ou milhão a menos. E quem meteu mais ou menos milhão na dívida global. O debate deveria ser sobre o que tem de mudar, como vai mudar e quem vai pagar a mudança, para resolver os problemas. Gastar continuamente não é mais possível. E a política, como se costuma dizer, tem horror ao vazio.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)
quarta-feira, setembro 27, 2006
A Ler
domingo, setembro 24, 2006
Histórias De Aveiro (14)
Histórias De Aveiro (13)
Histórias De Aveiro (12)
Index
Municípios
Percentagem utilizada do limite proposto
ALPIARÇA
157%
AMARES
171%
ANSIÃO
112%
ARMAMAR
170%
AVEIRO
216%
BARREIRO
117%
CALHETA (SÃO JORGE)
196%
CARRAZEDA DE ANSIÃES
169%
CASTANHEIRA DE PÊRA
181%
CASTELO DE PAIVA
195%
CELORICO DA BEIRA
181%
CHAMUSCA
109%
CONDEIXA-A-NOVA
108%
COVILHÃ
227%
ESPINHO
101%
FARO
101%
FIGUEIRA DA FOZ
147%
FORNOS DE ALGODRES
137%
FUNDÃO
168%
GOUVEIA
161%
GUARDA
136%
LAJES DAS FLORES
205%
LISBOA
158%
MACHICO
198%
MAIA
180%
MANTEIGAS
120%
MARCO DE CANAVESES
267%
MESÃO FRIO
104%
MOIMENTA DA BEIRA
104%
MONÇÃO
124%
MONCHIQUE
117%
MONDIM DE BASTO
175%
MONTEMOR-O-VELHO
173%
MOURÃO
177%
MURÇA
120%
NAZARÉ
107%
ODIVELAS
157%
OLIVEIRA DE AZEMÉIS
133%
OLIVEIRA DE FRADES
107%
OURÉM
110%
OURIQUE
178%
OVAR
101%
PAREDES DE COURA
122%
PORTALEGRE
115%
PORTO MONIZ
113%
POVOAÇÃO
107%
REGUENGOS DE MONSARAZ
119%
RIBEIRA GRANDE
116%
RIO MAIOR
125%
SANTA COMBA DÃO
150%
SANTARÉM
159%
SÃO PEDRO DO SUL
194%
SÁTÃO
127%
SEIA
164%
SEIXAL
121%
SESIMBRA
130%
SETÚBAL
131%
SINES
192%
SOURE
112%
TAROUCA
102%
TORRE DE MONCORVO
114%
TORRES NOVAS
144%
TRANCOSO
124%
VALE DE CAMBRA
185%
VELAS
180%
VILA DA PRAIA DA VITÓRIA
131%
VILA DO CONDE
164%
VILA FRANCA DO CAMPO
194%
VILA NOVA DE POIARES
172%
VOUZELA
147%
sábado, setembro 23, 2006
Subscrevo
sexta-feira, setembro 22, 2006
Os Obreiros Da Ruína
A “obra” justifica tudo. Justifica que uma autarquia não pague a quem devia quando devia, coisa vedada a qualquer cidadão desgraçado que se lembre de não pagar qualquer coisa à autarquia a tempo e horas. Justifica que a autarquia peça emprestado para financiar a “obra”. Justifica que a autarquia venda à banca o dinheiro que há-de receber um dia, antecipando aquilo que não tem ainda. O autarca pensa sempre que se encher o olho ao eleitorado com “obra”, o resto é secundário e a reeleição está assegurada. Daí a insensibilidade ao desvario do gasto. A bem da “obra”, isto é, da reeleição.
Há uma peça fundamental de Henrik Ibsen, chamada «O Inimigo do Povo». É a história de um homem que diz a verdade. Só a verdade. Uma verdade que contrariava interesses instalados e ideias feitas. Por dizer a verdade caluniaram-no de O Inimigo do Povo. Foi quase exterminado fisicamente. Um dia a população em peso, com a irracionalidade própria das multidões, correu a apedrejar a sua casa.
Se o mote de Ibsen fosse tomado a contrario, os autarcas obreiros seriam «os amigos do povo». Mas não. As multidões são tramadas; não se satisfazem com nada nem com ninguém. O homem de Ibsen foi maltratado por dizer a verdade. O teatro percebe bem de política. E há quem esteja disposto a levar esse teatro ao limite do absurdo.
No mesmo programa de rádio, Gilberto Ferreira, militante do PSD e administrador da empresa municipal Parque Desportivo de Aveiro, defendeu a realização de auditorias às contas da Câmara «de quatro em quatro anos». «Sempre que houver eleições, seja qual for o executivo». Como se as contas públicas fossem sistematicamente de desconfiar, como se os eleitos fossem por princípio e fatalidade democrática, gente sem escrúpulo nem confiança financeira. Para este gestor municipal até o actual Executivo municipal se inclui no grupo, já que defende uma auditoria no final do actual mandato (às vezes o teatro revela-se preverso…).
Por estes dias, na longínqua Hungria, ocorre uma revolta popular contra o Primeiro-Ministro que ganhou as eleições com certas promessas e governa a fazer o contrário. Olha se o exemplo pega! Imaginem só se o inimigo do povo de Ibsen vira, afinal, o mentiroso. As bolhas são assim, vão crescendo sem ninguém se dar conta e um dia rebentam e aí é tarde para concertações e torna-se necessária a ruptura.
Em Aveiro a festa foi bonita, pá, pois foi, pá, mas a factura está aí e a penúria também. Da dívida, já se suspeitava. O que não se imaginava era tanta inépcia para a estancar e para a diminuir.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)
quinta-feira, setembro 21, 2006
À Espera De Outro Milagre?
Aveiro Tem Novo Bispo
O novo Bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos, era até agora Bispo Auxiliar de Braga, cargo para que foi nomeado em 2004 pelo Papa João Paulo II. O novo Bispo de Aveiro é natural da Freguesia e Paróquia de Tendais, Concelho de Cinfães, Diocese de Lamego, onde nasceu a 29 de Agosto de 1948. Foi ordenado sacerdote pelo Arcebispo D. António de Castro Xavier Monteiro, na Catedral de Lamego, a 08 de Dezembro de 1972.
Concluiu a Licenciatura de Filosofia na Faculdade de Filosofia do Instituto Católico de Paris, em 1977, e o Mestrado em Filosofia Contemporânea, na mes ma Faculdade, em 1979. A 21 de Dezembro de 2004 foi nomeado Bispo titular de Meinedo e Auxiliar da Arquidiocese de Braga, por João Paulo II, tendo sido ordenado Bispo na Sé d e Lamego, a 19 de Março de 2005.Fonte: Lusa
sexta-feira, setembro 15, 2006
A Visita Surpresa Na Festa Do Avante
Primeira nota: o PCP diz que não convidou as FARC, mas apenas o órgão oficial das FARC. O argumento é ridículo e hipócrita. Convidar o Avante é convidar o PCP, de que é órgão oficial e cujos directores são membros do partido. Mais, foram as FARC e não a revista que decidiram publicar um comunicado a responder aos protestos que em Portugal se geraram com tão funesta parceria.
Segunda nota: muitos julgavam que o PCP tinha mudado. Perante a evidência democrática, depois da derrota da previsão feita por Álvaro Cunhal a Oriana Fallaci, de que nunca haveria democracia burguesa em Portugal, com eleições, pluralismo e liberdade, só maçadas, e depois do desmoronamento do totalitarismo soviético, o PCP ter-se-ia convertido aos mínimos civilizacionais. Falso. Adoptou a máscara da necessidade, para sobreviver. Mas não mudou a essência. Cá para dentro faz voz mansa. Lá para fora, faz daquilo que sempre foi: um partido com uma concepção totalitária do poder, que anda rodeado das piores companhias.
A Festa estava montada. Desta vez havia Very Important People e tudo para assegurar directos e abrilhantar a Festa. Com um bocado de sorte, Jerónimo de Sousa apareceria nas capas da Caras, da Lux e da VIP, com Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Filipe Vieira e Luís Filipe Meneses. Afinal, os comunistas também gostam do social e acham que da mesma maneira que há uns anos foi chique em Cascais votar em José Luís Judas, a simpatia do seu actual líder fará esquecer o passado e porá o PCP na moda. O que não estava no programa era que alguém estivesse de atalaia e denunciasse esta relação política inaceitável entre os comunistas e as FARC.
Mas a verdade é que a Festa ia ter uma visita que não estava no programa: era a visita surpresa. Ninguém esperava que Ingrid Betancourt Pulecio, raptada há quatro anos pelas FARC e de que ninguém sabe onde e como está, visitasse inopinadamente a Festa do Avante. Em espírito, claro. Por denúncia e exclusiva responsabilidade de vários blogues gerou-se uma onda de indignação pela presença desta organização terrorista em Portugal.
Terceira nota: atacar as FARC não é defender Uribe, da mesma maneira que atacar Bin Laden não é defender o poder saudita. Não colhe por isso o argumento de contra-propaganda que os comunistas, apanhados de surpresa, na sua antiga especialidade (a intoxicação propagandística) se apressaram a esgrimir.
Quarta nota: a comunicação social está longe da perfeição. Todos o sabemos. Mas mais uma vez se revelou a duplicidade de critérios editoriais, que é preciso denunciar. Imaginem que um partido de extrema-direita português convidava um jornal ou uma organização nazi europeia para vir a uma festa em Portugal. Nem quero imaginar. O Bloco desfilaria. O SOS Racismo espernearia, os jornais escreveriam editoriais, as televisões fariam debates sobre o avanço do extremismo na Europa, alguém no Parlamento chamaria António Costa e José Sócrates a dar explicações.
Ainda recentemente assistimos à onda de justa indignação que perpassou pela opinião pública quando Gunther Grass admitiu, sessenta anos depois, ter pertencido às SS, num momento em que estava para sair o seu livro autobiográfico que, entretanto, já vendeu milhares. Alguém se enerva com o passado saneador, anti-democrático e de cumplicidade com os regimes totalitários soviético ou cubano, de Saramago?
Com as FARC, nada. Ninguém sabe, nem ninguém até agora explicou como foi possível esses terroristas entrarem em Portugal, se foram ou não vigiadas as suas actividades pelas forças de segurança, da mesma forma que a GNR vigia os militantes do PNR que andam a distribuir panfletos nas escolas. O Governo assobia para o lado, para a comunicação social, salvo honrosas excepções, o assunto nem existiu e todos aguardamos o próximo escândalo que for agendado pelo jornalismo de referência. E esta, é a última (talvez devesse ser a primeira) nota. A indiferença er o silêncio do país institucional que envia tropa para a Bósnia, para o Afeganistão, para o Líbano, mas que nem se incomoda quando o terrorismo nos visita.
Marcelo Rebelo de Sousa voltará para o ano à Festa do Avante?
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)
quinta-feira, setembro 14, 2006
E O Que Mais Se Verá
terça-feira, setembro 12, 2006
Enigma Decifrado
domingo, setembro 10, 2006
Pesquicídio
O presidente do Partido da Nova Democracia, Manuel Monteiro, atribui ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, parte da responsabilidade pela crise das pescas em Portugal. A «diminuição das quotas de pesca e o abandono da actividade» são factores apontados pelo líder do PND, que resumindo disse que «o que se está a passar é um crime».
Tudo isto num país cuja frota nacional apenas «suporta um terço das necessidade de consumo», embora com forte tradição na actividade, e o facto de ser o maior consumidor de peixe entre os membros da União Europeia.
Antes de entrar ontem em Aveiro, no cais do Canal Central, a bordo do moliceiro que o levaria pela Ria até uma marinha de sal para almoçar, recordou que Durão Barroso «disse que ia para a Comissão Europeia para ser útil para a Portugal». Manuel Monteiro conclui que o social-democrata, afinal, «podia fazer muito mais». E «se não provar o contrário, foi para a Comissão Europeia para ser útil para si próprio».
De resto, para o presidente do PND, Durão Barroso «está a fazer contas para ser Presidente da República, daqui a uns anos».
Manuel Monteiro também se referiu aos armadores de pesca dizendo que «muitos deles estão à espera do dinheiro para abater navios».
Nos encontros com pescadores e regulares viagens em embarcações que tem feito, Manuel Monteiro apercebeu-se que está a acontecer «algo de novo». A comunidade piscatória «é cada vez mais idosa e os pais estão a aconselhar os filhos a não seguir a carreira», diz o líder partidário que classifica esta nova atitude como um «corte brutal muito preocupante na tradição económica e familiar».
Para Manuel Monteiro, «defender a pesca é defender um modo de vida e uma actividade económica», recordando que esta prática tem relações a montante e a jusante como a construção e reparação de embarcação, fábricas de redes e outros apetrechos, indústria de conservas, envolvendo «centenas de milhares de pessoas».
Entretanto, o PND prepara um dossier a apresentar na Comissão Europeia «com propostas alternativas sobre as pescas».
sexta-feira, setembro 08, 2006
Antes, Na Ria
Amanhã, Em Vera Cruz
O Estado Da Direita Moderna
A necessidade contínua de cada vez maior financiamento deste modelo tem conduzido à asfixia da produção, dos cidadãos, das famílias e das empresas. E tem produzido enormes injustiças sociais, em que cada vez mais pessoas pagam bens e serviços que o Estado inventou que tem de produzir e prestar para cada vez menos pessoas. O método do pagamento por todos daquilo que apenas alguns consomem é ruinoso e conduz à falência geral.
O novo Estado tem de assentar por isso num novo contrato social, resultante naturalmente de um compromisso eleitoral entre a direita moderna e popular e os cidadãos. A primeira coisa a fazer é, pois, definir as funções prioritárias do Estado, que deverão ser as funções de soberania que viabilizam e existência independente da Nação.
Ao Estado competem dois grupos diferenciados de funções: as funções soberanas e as funções reguladoras e supletivas. As funções soberanas. São as que envolvem o exercício do poder delegado pela comunidade: Justiça, Segurança, Defesa e Política Externa. A estas, que são as tradicionais, acrescentamos a de Ordenamento Territorial, que integra quer a gestão do recurso escasso que é o património comum da Nação, constituído pelo conjunto dos acervos urbanístico, paisagístico e ambiental, quer a dinamização de uma política de competitividade das cidades e de eficaz utilização dos recursos naturais.
As funções reguladoras e supletivas são as chamadas funções sociais, no modelo do Estado Social. Cobrem a Cultura, a Educação, a Saúde e a Segurança Social. Devem tender para um estatuto de mera residualidade, caso seja seguido o princípio da subsidariedade nas relações entre o Estado e a sociedade civil, ou seja, serão exclusivamente assumidas quando a sociedade civil não manifestar interesse na sua prestação. Mesmo na esfera das funções soberanas, os sectores transferíveis deverão sê-lo sem qualquer hesitação. Ao Estado não compete dar ou retirar, mas arbitrar.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)
quarta-feira, setembro 06, 2006
Arte Nova
terça-feira, setembro 05, 2006
O Manifesto Da Direita Nos Blogues (II)
André Azevedo Alves, em O Insurgente
António Costa Amaral, em A Arte da Fuga
Manuel Azinhal, em O Sexo dos Anjos
Carlos Manuel Castro, no Tugir
Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos
Francisco Múrias, em O Povo
João Villalobos, no Corta-Fitas
David Ramos Martins, no E Depois do Mesmo
Abrantes, no Estado Novo
SA, no É A Hora
SA, no É A Hora
JLP, no Small Brother
Carlos Manuel Castro, no Tugir
Carlos Manuel Castro, no Tugir
António Torres, no Faccioso
Francisco Martins, no Touquenemposso
A. J. Brandão de Pinho, no Statu Quo
Manuel Azinhal, em O Sexo dos Anjos
Ti Card, em O.Insecto
Carlos Manuel Castro, no Tugir
Carlos Manuel Castro, no Tugir
Pedro Ferreira, em O Condado
André Azevedo Alves, em O Insurgente
O Jumento, em O Jumento
Fernando Barragão, em A Almondega Reaccionária
Pedro Soares Lourenço, no Arcadia
Bekx, no E-Jetamos
Pedro Soares Lourenço, no Arcadia
Pacheco Pereira, no Abrupto
Francisco Nunes, no Planície Heróica
Francisco Nunes, no Planície Heróica
Orlando Nascimento, no Gonio
Nelson Peralta, em A Ilusão da Visão
RMG, em A Gazeta Lusitana
RMG, em A Gazeta Lusitana
João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos
Susana Barbosa, no Arestália
Rui Albuquerque, no Blasfémias
Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não sabemos
João Carvalho Fernandes, no Fumaças
Manuel Azinhal, em O Sexo dos Anjos
O Jumento, em O Jumento
Diogo Pereira Nunes, no Vicarius Liability
Bruno Alves, no Desesperada Esperança
A. J. Brandão de Pinho, no Satu Quo
José Adelino Maltez, em Sobre O Tempo Que Passa
Rui Paula Matos, no Macroscópio
Rui Costa Pinto, no Mais Actual
JLP, no Small Brother
Carlos Abreu Amorim, no Blasfémias
Francisco José Viegas, em Crónicas de Francisco José Viegas
O Corcunda, em O Pasquim da Reacção
Luís Aguiar Santos, em O Amigo do Povo
Francisco Nunes, no Planície Heróica
Pedro Guedes, no Último Reduto
Ilídio Martins, no Esmaltes e Jóias
Rui Paula Matos, no Macroscópio
domingo, setembro 03, 2006
sábado, setembro 02, 2006
O Manifesto Da Direita Nos Blogues
André Azevedo Alves, em O Insurgente
António Costa Amaral, em A Arte da Fuga
Manuel Azinhal, em O Sexo dos Anjos
Carlos Manuel Castro, no Tugir
Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos
Francisco Múrias, em O Povo
João Villalobos, no Corta-Fitas
David Ramos Martins, no E Depois do Mesmo
Abrantes, no Estado Novo
SA, no É A Hora
SA, no É A Hora
JLP, no Small Brother
Carlos Manuel Castro, no Tugir
Carlos Manuel Castro, no Tugir
António Torres, no Faccioso
Francisco Martins, no Touquenemposso
A. J. Brandão de Pinho, no Statu Quo
Manuel Azinhal, em O Sexo dos Anjos
Ti Card, em O.Insecto
Carlos Manuel Castro, no Tugir
Carlos Manuel Castro, no Tugir
Pedro Ferreira, em O Condado
André Azevedo Alves, em O Insurgente
O Jumento, em O Jumento
Fernando Barragão, em A Almondega Reaccionária
Pedro Soares Lourenço, no Arcadia
Bekx, no E-Jetamos
Pedro Soares Lourenço, no Arcadia
Pacheco Pereira, no Abrupto
Francisco Nunes, no Planície Heróica
Francisco Nunes, no Planície Heróica
Orlando Nascimento, no Gonio
Nelson Peralta, em A Ilusão da Visão
RMG, em A Gazeta Lusitana
RMG, em A Gazeta Lusitana
João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos
Susana Barbosa, no Arestália
Rui Albuquerque, no Blasfémias
Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não sabemos
João Carvalho Fernandes, no Fumaças
Manuel Azinhal, em O Sexo dos Anjos
Pacheco Pereira e Manuel Monteiro, em O Jumento
Diogo Pereira Nunes, no Vicarius Liability
Bruno Alves, no Desesperada Esperança
sexta-feira, setembro 01, 2006
Esclarecimento
Preciosidades Não Pagam Dívidas
DIAS (Diamantino).-- MOLICEIROS. [Edição da Comissão Municipal de Turismo de Aveiro. 1971]. 18x20,5 cm. 42-VI págs. B.
Sendo uma breve monografia, este trabalho tem a particularidade de incluir um "Glossário de designações relacionadas com o Barco Moliceiro, sua palamenta e faina da apanha do moliço". Ilustrado com desenhos explicativos e fotografias a cores.
Sem Comentários
quinta-feira, agosto 31, 2006
Uma Direita Popular E Moderna
Este poder ainda hoje se projecta na sociedade portuguesa, trinta e dois anos depois. Este condicionamento provocou um sistema político coxo. Tudo se tem passado como se o país fosse uma pessoa com uma dúzia de pernas esquerdas de vários matizes e feitios, e uma muleta para se amparar na ausência de contrapeso a tanta perna de um só lado. O CDS fez de direita e o PSD fez de direita do ponto de vista geométrico, não infelizmente do ponto de vista ideológico. Eles têm sido a direita permitida, consentida e autorizada pelos vizires do sultão revolucionário. E dirá o leitor: o que temos nós a ver com isso? Respondo: temos muito.
E temos muito porque neste momento estamos no fim de um tempo e no início de outro. Vivemos um sistema político, económico e social que tem os dias contados. Por muitas discordâncias que tenhamos uns com os outros sobre o que fazer, todos percebemos que está a chegar ao fim uma era cujo projecto essencial era trabalhar cada vez menos, ganhar cada vez mais e exigir quase tudo do Estado. Pelo caminho foram insidiosamente moldadas as direitas convenientes e bem comportadas: as autorizadas. São pessoas, certamente bem intencionadas e cheias de fé que fazem discursos contra a esquerda mas que são alimentadas pela esquerda e por isso, no limite, inofensivas. Sabe-se que na hora H, estarão do lado certo da barricada.
Ora, aqui bate o ponto do futuro: é preciso uma direita moderna, popular e sem complexos de esquerda. Que ponha a política e o Estado ao serviço do Homem e não o Homem ao serviço das mitomanias falidas do Estado social. Que reconheça a Nação como identidade e porta aberta ao Mundo e não como um quarto de dormir cheio de naftalina. Que perceba que o Estado a mais estraga, não resolve. E que o Homem não é naturalmente bom, como cegamente acreditam as esquerdas, nem naturalmente mau, como cegamente crê a velha direita dos salões lisboetas do reviralho alimentado, todavia, pelos orçamentos públicos. Esta é a descrição da situação tal qual a vejo. A resposta que creio necessária, encontrá-la-á o leitor neste espaço de hoje a oito dias.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)
quarta-feira, agosto 30, 2006
Publicidade Assumida
terça-feira, agosto 29, 2006
Novas Vocações
domingo, agosto 27, 2006
sexta-feira, agosto 25, 2006
sábado, agosto 19, 2006
Inspiração Para Portugal Sair Da Crise
Sem música "pimba", colunas de som ou palcos, a romaria gira à volta da encenação do "milagre da Urgueira", actuações contínuas de sete grupos folclóricos e gastronomia local. Segundo explicou Almeida Farias, a romaria secular tem origem nas promessas feitas pela família Duarte Reis, que emigrou para o Brasil, pagas com a construção no fim do século XIX de um forno comunitário e da ermida de Nossa Senhora da Guia, na aldeia de Urgueira, concelho de Águeda. Segundo a lenda, num acto "espontâneo e temerário", um homem entrou no forno, onde ardia lenha há vários dias, para depositar uma broa de milho, e saiu vivo. O acto acabou por se fixar como "milagre da Urgueira" na consciência popular e passou a atrair muita gente de outras aldeias à Urgueira no terceiro domingo de Agosto, curiosas para ver o homem entrar no forno e sair vivo.
Em 1904, o cepticismo de alguns em relação ao acto "milagroso" acabou por provocar confrontos que levaram à intervenção da guarda real e à proibição da romaria. Durante mais de cem anos, o "milagre" subsistiu no folclore local e acabou por ser recuperado em 1996 pela associação etnográfica. Desde então, todos os anos um homem entra no forno, que já arde há três dias, protegido do calor apenas com um fato tradicional serrano, de borel, como se fosse passar uma noite ao relento.
"O que guarda do frio guarda do calor", pelo menos na tradição serrana, disse Almeida Farias. Os eleitos para entrar no forno têm sido escolhidos entre os membros da associação e o gesto é visto como "uma prova de coragem, talento e autodomínio" e apesar do risco, voluntários não têm faltado, assegurou. Depois da broa colocada no forno, espera-se "cerca de uma hora e meia" até cozer e o enorme pão é então repartido por toda a gente. Os pedaços de broa cozida no forno da Urgueira são uma espécie de amuleto de boa sorte e aguentam anos sem criar bolor. Apesar da aura "milagreira" da romaria, a resistência do pão aos fungos tem uma explicação natural: "com um forno tão quente, qualquer vestígio de humidade desaparece e o bolor não entra".
A romaria procura recriar um ambiente semelhante ao que se encontraria no final do século XIX, "abolindo palcos e aparelhagens sonoras", com os grupos folclóricos a repartirem-se por três eiras, entre os romeiros, que muitas vezes se juntam às danças e cantares. Também para "resistir à massificação", as "comidas rápidas" ou de roulote não entram na festa, alimentada e regada com produtos tradicionais. Manuel Almeida Farias afirmou que a recuperação da romaria "contribuiu para a inversão da desertificação" da zona, e fez com que "as autarquias começassem a olhar para esta aldeia de outra forma", construindo melhores acessos.
Embora a Urgueira tenha apenas 12 habitantes permanentes, desde 1996, "cerca de vinte casas" que estavam abandonadas foram recuperadas e são utilizadas como segunda habitação. Desde as oito da manhã de Domingo, as broas para venda começam a entrar e a sair do forno até à "proeza" que inspira a romaria se repetir, às 11:30, seguida de missa campal enquanto a broa coze. Durante a tarde come-se, bebe-se, dança-se e coze-se broa até à despedida serrana, com todos os grupos juntos, pelas 17:30."
segunda-feira, agosto 14, 2006
Chamas
O distrito de Aveiro é que mais preocupa os bombeiros neste momento. Muito por culpa do pavoroso incêndio que eclodiu em Cedrim do Vouga e alastrou do concelho de Sever do Vouga a concelhos contíguos. António Costa já reconheceu o falhanço da sua política de prevenção. Falta reconhecer o falhanço da sua política de combate. E, depois, falta mudar a política. Foi um ano perdido! Aproveito para enviar uma palavra amiga de solidariedade a Edgar Jorge, o Presidente da Junta de Cedrim do Vouga, que depois do caso dos frangos, se vê agora a braços com um panorama devastador na sua freguesia.
domingo, agosto 13, 2006
Apenas Mário
sexta-feira, agosto 11, 2006
quarta-feira, agosto 09, 2006
Mais Um Crime Na Praia De Esmoriz
terça-feira, agosto 08, 2006
Histórias De Aveiro (11)
Histórias de Aveiro (10)
Histórias de Aveiro (9)
domingo, agosto 06, 2006
PND De Espinho Quer Requalificação Da Linha Do Norte
Manuel Monteiro, presidente do Partido da Nova Democracia (PND), visitou Espinho no passado sábado, no âmbito de uma acção política de sensibilização da população para a existência da nova força partidária e captação de eleitores que permitam a concretização do objectivo delineado para as legislativas de 2009: a eleição de deputados à Assembleia da República. O líder do PND esteve com a imprensa e percorreu, de seguida, a calçada junto à praia, cumprimentando quem passava.
Apesar dos parcos resultados que o PND conseguiu no concelho nas legislativas de 2004 (nas autárquicas não foi apresentada lista própria), Manuel Monteiro afirma encarar todos os concelhos do distrito de Aveiro como muito importantes para o PND: “Em Aveiro, há muito eleitorado do CDS e PSD que está desiludido, até porque apesar dos cabeças-de-lista sonantes que os partidos apresentam o distrito tem vindo a perder influencia junto do poder central, como já reconheceu Afonso Candal (do PS)”.
PND De Espinho Defende Prolongamento Do Túnel Ferroviário
“Na nossa opinião, Espinho só pode crescer para sul e esperamos que a Câmara esteja disposta a rever o projecto para prologar o enterramento da linha em toda a superfície urbana da cidade. Não se pode pensar apenas nos equipamentos, é preciso verificar se esses equipamentos permitem a mobilidade das classes sociais, trazendo desenvolvimento sustentável ao concelho”, disse Elpídio de Sousa, referindo-se ao bairro da marinha que coincide com a zona em que a linha vem a superfície.
Quanto à possibilidade de a Refer cancelar a obra, caso a Câmara exija o prolongamento do túnel, o coordenador concelhio da Nova Democracia afirmou que essa questão já deveria ter sido colocada antecipadamente, por exemplo através da canalização das receitas do jogo para aquela infra-estrutura. “José Mota chegou a dizer-me, pessoalmente, que tinha passado noites infinitas sem dormir e gasto muito dinheiro em telefone e deslocações a Lisboa para pressionar o governo e a Refer para a concretização do projecto. O importante agora é fazer o mesmo esforço para o prolongamento do enterramento”, acrescentou.
Monteiro Defende Importância Da Linha Do Norte
Quanto a questões nacionais, o líder do PND abordou as recentes notícias que dão conta da venda de material militar adquirido, nos últimos anos, em nome da modernização das Forças Armadas e do não cumprimento de contratos firmados com os vendedores desse mesmo equipamento para a compra de produtos a empresas portuguesas, caso denunciado pelo empresário e ex-deputado socialista Henrique Neto.
Numa tentativa de ver esclarecida esta polémica, o PND vai enviar uma carta ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, pedindo a constituição de uma comissão de inquérito.


